POETA

POETA

sábado, 13 de março de 2010

JORNAL MANOBRA

Mais uma vez, novo comadante a Macau chegou
e muitas coisas veio mudar
muita coisa ele alterou
pela sua forma de ser e de pensar.

De Portugal ele vinha
depois da revolução
outra mentalidade aberta ele tinha
e muita compreensão

Dizia ele em sua filosofia
ter que a corporação conhecer
era a ele que competia
desse modo proceder

Conselheiros da revolução
em Macau se encontravam
com novos ensimentos e muita confusão
de um digno oficial não gostavam

O governador precionado
pelos conselheiro da revolução
a esse distinto soldado
o teve que mandar para a prisão

O capitão do porto não gostou
desse modo do governador proceder
e então se rebeliou
e a essa ordem não quis obedecer

Debaixo dessa tensão
a anarquia reinava
o oficial na prisão
e a Marinha sem comando esta

Foi então a Marinha vigiada
vinte e quatro horas por dia
pela Psp e uma especial brigada
e do quartel ninguem saía

O governador com receio
aos agentes da Marinha foi falar
e fora do seu meio
lá se teve que explicar

Sanada a situação
capitão do porto e o distindo oficial
lá sairam da prisão
embarcando para Portugal

Foi então que se criou
na nossa corporação policial
um ilustrado jornal
fazendo ecos da situação.

Manobra foi assim chamado
e nele eu participei
tudo lá era narrado
muita verdade eu lá contei

Alguns anos ainda sobreviveu
até era recomendado
mas um dia então morreu
por ser bem censurado

Censura em Macau ainda havia
a liberdade não tinha chegado
não se podia dizer o que sentia
e tudo ficou acabado

Mas coisas então mudaram
por fim a liberdade chegou
e por ela ansiaram
por fim o comando mudou

O jornal esse nunca mais apareceu
e os folhetos publicados
foram para ao museu
lá ficando bem guardados.






LIÇÕES DE SAMPANA


Depois de um dia embarcado
saindo de lá bem estafado,
na doca tinha que me apresentar
para lições de sampana praticar

Duas horas de instrução
era essa a duração,
que dava para enjoar
mesmo sem o pequeno almoço tomar.

Era esse o sacrificio
sendo esse o meu ofício
nada tinha a lamentar
senão remadas de sampanas praticar.

Frustado, isso sim ficava,
pois o outro não remava
e grande peso ali fazia
e eu remando lá ia.

Bolhas nas mãos criando
minhas forças desgastando,
com o outro não podia
que nada fazia e só se ria.

Mas como lá diz o ditado
quem por último ri, ri melhorado,
e preguiçoso como ele era
para não ficar à espera.

À muralha abiquei
e para terra saltei,
o meu colega hesitou
e nas sujas águas mergulhou.

Ficando de pernas para o ar
no lodo sua cabeça foi enterrar
então eu fiquei a rir
mas com receio dali sair.

Lá tive que o ajudar
e com um croque o puxar
saindo com lodo escorrendo
e uma lição aprendendo.






                      Foi, nesta doca de D.Carlos I, que os factos narrados se passaram.

DACTILOGRAFO


Do frete corrido escorraçado
e na Marinha fui colocado
na contabilidade trabalhei
da poliícia não me afastei

E farda sempre envergando
por lá fiquei dactilografando
e outros serviços fazendo
contabilidade e pagamentos exercendo.

Anos por lá permaneci
não me deixavam ir embarcar,
por isso muito perdi
e a carreira congelar.

Assim estava regulado,
três anos no posto ter feito
e um ano embarcado
assim cumpria o perceito

Por fim lá fui embarcar
mas andava malfadado,
tirocinio não cheguei acabar
por agentes mais velhos terem reclamado.

Era a eles que competia
seu tirocinio efectuar,
voltei para a secretaria
e na contabiliadade de novo fui ficar.

Ao concurso não pode ir
por me faltar tempo de embarque
fui no concurso a seguir,
e ganhei esse combate.


Por todos era invejado
pela cultura e pelo saber,
por isso fui sacrificado
e tudo me mandavam fazer.








Nesta foto pode ver-se os serviços de contabilidade dos Serviços de Marinha à esquerda, e á direita a secretaria da Polícia Marítima e Fiscal. Ano de 1967.



















INCIDENTE NO RESTAURANTE






                                             Numa noite encontrando-me a rondar                                                                                  e necessitando jantar,
para o restaurante Imperador segui,
e lá então escolhi
                                                         qualquer coisa para comer
e um café para beber.
Foi quando vi dois indivíduos entrar,
e numa mesa ao lado se sentar,




como polícia era a minha profissão,
sobre eles recaiu minha suspeisão,
e não me haveria de enganar,
pois pouco depois vi chegar




um grupo com facas empunhadas,
grandes e bem afiadas,
e para tais os dois se dirigiu,
e logo, sem aviso, golpadas desferiu.




Tive então que atuar,
e lhes dei ordem para a agressão acabar,
e como polícia me identificando,
mas minha ordem não acatando,




um tiro para o ar tive que disparar,
para as agressões acabar.
Foi então que um tentou me agredir,
e um tiro tive que desferir,




a bala numa perna o foi alvejar
ficando logo a sangrar,
e no chão ficou prostrado.
Só deste modo a agressão tinha acabado.




Os facalhões fui recolher,
todos tiveram que obedecer,
e no chão ficaram deitados,
muito quietos e comportados,




pouco depois a polícia compareceu,
o ferido numa ambulância meteu,
os outros ela algemou
e numa carrinha os colocou.




Eu, ao comando fui telefonar
para tudo lhe contar.
Depois, a conta paguei e calmamente saí,
e para a Esquadra 1 me dirigi.




Lá chegando, com o comissário falei,
E auto eu datilografei,
narrando tudo o que se tinha passado,
e os tiros que tinha disparado.




As cadeiras tive que selar,
as facas embrulhar,
e ao auto todo juntar,
para no tribunal entregar.




O juiz julgamento não efetuou,
e em prisão preventiva os colocou.
Só meses passados,
foram então julgados e condenados.




E por as seitas pertencerem,
e pena mais leve não merecerem,
por três anos ficaram encarcerados,
e depois para a China recambiados.















sexta-feira, 12 de março de 2010

INSTRUÇÃO


Pensava ir encontrar
uma coorporação a valer,
e boa intrução ie levar
por à Marinha pertencer.

A Polícia Marítima e Fiscal
muitas missões desempenhava,
tinha o seu trem naval
e mercadorias fiscalizava.

Os postos fronteiriços controlava
era mais uma da sua missão,
a orla maritima patrulhava
e os estaleiros e navios em construção.

Mas havia de falta de meios e coordenação
e instrução não nos foi ministrada,
tivémos sim o RDM na mão
e a lição estava ensinada.

Ordem unida essa fizémos,
andando uma horas a marchar
foi só isso o que soubemos
e nos postos agentes acompanhar.

Eu para o mar fui destacado
numa velha vedeta embarquei,
andei quase sempre enjoado
os dias que por lá passei.

Parca foi a aprendizagem
nada me sendo ensinado,
ao convéns fazia lavagem
a isso era obrigado.

De madrugada de quarto ficava
sózinho lá no convéns,
o pessoal esse dormitava
e eu vendo o luar e as marés

Uma semana por lá andei
muitos disparates cometi,
pois uma noite numa escotilha me senti
e os vidros então parti.

O patrão já chateado,
esse velho lobo do mar
não me quis mais embarcado
e eu ao Comandante foi contar.

Para o Posto Fiscal fui aprende
como se procedia à fiscalização,
mas deu logo para entender
não me querem dar formação.

Um agente de primeira acompanhava
vendo como procedia,
eu para ele só estrovava
vendo o dinheiro que recebia.

Findava assim a lição
e para lá não mais voltei,
foi esta a instrução
e segundo o comando preparado fiquei.

Se pouco ou nada sabia
nada mais fiquei a saber,
fui então para a secretaria
por do frete corrido entender.










segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

INVEJA




A inveja é um sentimento de aversão,
um dos 7 pecados mortais
é uma reactiva formação
contra os mais fortes e os demais

É um sentimento gerado
Pela soberba e pelo egocentrismo
com um fim acorvardado
de disputa do poder pelo canalhismo

os atributos dos outros almejando
já que só por si o não conseguem
por sua intelectualidade os estar limitando
e a invenja para eles convergem

É uma vontade frustrada
de possuir as qualidades de um outro ser,
sendo cobiçada e muitas vezes tirada
inveja é invidere, não ver

o invejoso, não suporta
que outrem seja melhor,
e então assim se comporta
mostando sua indole no seu pior

Temos que ser talvez mediocres
visto que, cada bela impressão que causamos
perdemos as nossas virtudes,
e novos inimigos conquistamos


Quão doce é o louvor e a justa glória
Dos próprios feitos, quando são soados!
Qualquer nobre trabalha que em memória
Vença ou iguale os grandes já passados.

As invejas da ilustre e alheia história
Fazem mil vezes feitos sublimados.
Quem valerosas obras exercita,
Louvor alheio muito esperta e incita.

(Lusíadas, Canto V,92)











segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PELOTAS - CIDADE GAUCHA



Pelotas doce cidade
onde o sol é mais azul,
é linda, tem qualidade,
sendo a Princesa do Sul

Das terras do Lago dos Patos nasceu,
Quando em 1758, o Conde de Bambadela,
ao Coronel Thomáz Luiz Osório ofereceu,
essa vasta e bela parcela

José Pinto Martins, do Ceará,
para lá se mudou
em 1870 e a história de Pelotas começará
com a Charqueada que fundou

Os indíos do Charco já as conheciam
mas, nomadas eram e as não habitaram,
as indústrias do charque nasceriam
e outras gentes para lá se mudaram

Capela a São Francisco de Paula foi erguida
Onde hoje, centro da cidade é
Lá, muitos portugueses recomeçaram sua vida
Bem como alguns adeptos de Maomé

Pelotas, ao Rio Grande do Sul pertence
Em 1835 da vila passou a cidade
Para orgulho de sua gente
Vivendo em alegria e prosperidade


Terra de pessegueiros e arrozais
sendo gauchos seus habitantes
pessoas trabalhadoras e leais
para o país são importantes


Pelotas nome de embarcação
De varas de corticeira forrada de couro
Usada nos tempos de antão
Época das charqueadas, valendo como ouro








sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

QUANDO O POETA PENSA E CHORA



Não sou o Sol,
tão pouco um planeta
sou um ser humano, não lesma ou caracol
que tem por nome Cambeta

Que, neste jardim que é vida
luz vai sempre irradiando
tendo uma alma sempre querida
a todos vai amando

Neste já velho e cansado coração
mora a honestidade e amor
e vai vivendo seus dias com paixão
por vontade de Deus Nosso Senhor

Esta parca luz, que de mim irradia
limpa as tervas para a luz
tornando a noite em pleno dia
à qual o amor seduz



                                                               Quando o poeta chora
As estrelas se calam
A lua se esconde sem graça
As rosas não exalam aromas
O mar espraia suas águas
As rimas se aquietam
Nos dicionários dobrados
Letras pacientes esperando
As lágrimas viajarem nos ventos
O peito pando navegando
Em sopros mornos de lamentos
Quando o poeta chora.

Antonio Miranda Fernandes





Mas, mesmo chorando o poeta, o Sol, esse Astro-Rei, todos os dias nos vêm iluminar, apagando em nós as tristezas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

JÁ ENTROU O NOVO ANO








Haja paz, haja alegria,
Já começou um ano novo,
Haja muita poesia
Na alma do nosso povo.

Desde o Sul até ao Norte
Vamos todos caminhar
Por essa estrada da sorte
Doze meses sem parar.

Tenho plena convicção
Que este ano dois mil e oito
Não terá para a Nação
O sabor de um biscoito.

Não sustentem ideias falsas
Porque eu, até pressinto,
Para não perder as calças
Temos que apertar o cinto.

Cada vez mais baralhado
O povo até se acostuma
Mas o Zé, esse coitado,
Não acha graça nenhuma.

Ao Cantinho da Poesia
Mando a minha saudação,
Doze meses de alegria,
Muito amor no coração.

Mesmo que o ano seja rude
E nos traga algum transtorno,
Que Deus nos dê muita saúde
Alegria... e coza o forno

RAMA LYON

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ÁNO VÊLO, ÁNO NÔVO




Unga áno intremente ta sai,
Lôgomente otrunga ta goelá.
Áno vêlo tá virá costa vai,
Áno nôvo qui azinha ta intrá.

Vida azinha-azinha corê,
Sã dia co mêz ligéro passá.
Gente antigo, susto di morê,
Pensá qui Mundo ta perto cavá.

Pôde vai co diabo, bicho traquino,
Áno oitênta quatro savanado.
Lembrá rabixá um-cento mufino
Pa azinha aguá co vôs juntado.

Olá êle batê asa aguá,
Nôs sintí qui mundo nádi saiám;
Tudo pauchong qui gente lô quimá,
Sã pa mundo nom têm consumiçám

Quim tá ánsia vai savaná azar,
Quim ta sacudi vento-suzo mau;
Ancuza galado, pinchá na mar,
Pa tirá saván di nôsso Macau

Áno vêlo, vôs bêm di buliçoso,
Já buli co nôs na estunga vânda.
Vôs já ficá unchindo mapeçoso,
Sã merecê Chaca-sa sarabânda.

Calistro, ispalhá fome na mundo,
Trazê qui tânto lágri di margura.
Esperánça di bom dia já vai fundo,
Inguiçado pa um-cento diabura.

Qui di ódio crecê na coraçám
Di gente qui vivo dizesperado
Na unga mundo fêto di vilám,
Co assi tánto pobre iscravizado.

Nhu-nhum ta rico querê más riquéza,
Nom-têm fim de olá saco inchido.
Gente pobre sã morê na pobrêza,
Cavá passá su vida consumido.

Tánto inocente onçôm pagá
Pecado di nhu-nhum dismazelado.
Qui vêlo, qui quiança já definhá,
Na casa-casa qui nom-têm telado.

Áno nôvo, lembrá trazê bom vento
Pa pôde suprá mufinaze vai.
Nunca-bom intrá co pê azarento,
Pa fazê mundo tropeçá pê cai.

Vêm co paz pa nôsso gente sofrido;
Pa quim fome, ne-bom isquecê pám,
Vêm co frescura di jardim florido,
Vêm co amôr pa tudo coraçâm.

Pa tud'alma qui ta vivo na treva,
Sandê unchinho di luz pa lumiá.
Pa tudo coraçám qui sã ta reva,
Vêm passá páno mimoso limpá.

Co graça di Céu, vôs vêm raganhado,
Pa ispaliá amôr, paz co bondade.
Vêm filiz, ficá justo, abençoado,
Pa tudo coraçám di bô vontade

- Poema em Pátua de José Ferreira dos Santos

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL SINGULAR




Na plenitude dos tempos
Maria
concebeu o inconcebível
à mente humana!
Em seu ventre virgem
O Deus de todos os mundos e universos
desceu
tomando forma real
plena, no homem que criou e formou
à sua própria imagem.
História inexplicável à finitude
de nossas mentes tão limitadas!...

A Santidade e Amor.
Causas primárias nos Céus
de alcance universal.
Arquitectou e planeou o impensável.
Deus filho
em oferta voluntária.
Despojado de Sua Glória
vem.
Em entrega total de obediência sublime
para a reconstrução do Homem
à sua posição inicial
a que O Senhor o votou.
De comunhão intima com Deus.
E Sua própria imagem

Estrelas cantaram unidas
Cânticos de júbilo
Na revelação de
Sabedoria e Amor Celestial
à Terra!

Anjos santos de coral glorioso
Entoaram, qual diapasão harmónico,
Orquestral.
A sinfonia de Paz aos homens.
Ao coração angustiado, perturbado
pela quebra da sintonia
Deus e Homem.
no Éden.

O Paraíso perdido
estava agora ao alcance.
Acessível a todas as gentes
que se interrogam na busca da satisfação
ao seu vazio interior.

- A Luz.
- A Vida.
- O Amor.
Corporizou-se... Deus em Seu filho Jesus Cristo,
chegou e realizou tudo quanto
em sua soberana vontade
planeada antes de todos os tempos...
Já havia efectuado.
Na plenitude de nova dispensação.
"Deus enviou seu Filho nascido de mulher"
a fim de remir do mal
e recebermos a adopção de filhos.
Aquele que O aceitar
Sem discriminação! Qualquer!...

Depois
O Céu desceu, ficou tão perto
que se pode tocar e agarrar pela fé
Quando o Deus - conosco - Emanuel.
No Seu Natal singular
veio no poder do Espírito Santo
e cada coração que O ama
e recebe, para sempre...
Ficar

Poema este extraído do livro JARDIM REGADO da poetisa Cremilde Cambeta, que no Reino dos Céus e junto de Desus estará.








O articulista, em Macau, junto a um presépio junto de sua residência.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL








Desejo todos os leitores desta parco blog, que passem um Santo e Feliz Natal, que o Novo Ano vos traga as maiores venturas, paz e amor.






PAZ






Às vezes, tantas são as portas fechadas,
tão obscuros os caminhos,
que só por obediência é que vivo.
E quando consigo avançar,
se me perguntam onde estive,
respondo que estive crescendo...



Vivências aduaneiras,
cores mal combinadas,
abraços duros,
ódios maduros,
cacos de vidro nos muros,
lanço tudo no claro,
no saco plástico do avião,
na ponta da cruz suástica,
que vai rodar até virar hélice!...
E me contratar para o contrário de guerra.



Um dia, o homem vai saber
passar tudo de bom para o outro,
só com os olhos!



À minha estimada Amiga e Ilustre Poetisa EUNA BRITTO DE OLIVEIRA, o meu muito obrigado, pela sua gentileza e carinho e me ter ofertado seu maravilhoso livro de poemas "TRILHOS" do qual copilei este belo poema sobre a Paz.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

REFLEXÃO


É sobre as águas do mar serenas
que refletimos e choramos
aliviando as nossas penas
sobre tudo o que amamos
É a vóz triste que sentimos
quando só nos encontramos
é o amor pelo qual nos iludimos
na terra que abandonamos

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

FONTE VIVA







                                                                  Fonte de água viva
- Divina
-Inesgotável
-Perene
Tocada na Rocha dos séculos.
És Tu Senhor Jesus
Filho de Deus vindo dos céus.
És a fonte!
A Fonte Verdadeira.
De continuidade brotante.
Dessedentas graciosamente
seja quem for o caminhante...
que busca e deseja encontrar
neste mundo desértico, onde matar a sede.
Onde descansar.

Ela jorra na força de toda a energia
primeva da Criação
e refresca orvalhando
os anseios ardentes de aflitivo coração.
Talvez coração perdido em estepes arenosas
sequiosas, sem rumo, sem orientação.
O qual
encontra enfim
só ali
satisfação.

Jesus!
- Manancial de águas vivificadoras
às almas amortecidas, oprimidas...
...pecadoras,
Jesus!
Dos tristes Consolador
cujos passos no mundo envolvente
absorvente...
jazem no maligno tentador
e se deixam atrair
perdendo em manhãs de céu azul promissor
o seu sorrir.

Este mundo...
é um mundo pródigo
em ofertas sedutoras.
Cheio de cisternas orladas de policromas flores.
Mas... são cisternas rotas, lodosas
esvaziadas...
e cujas flores, sem aroma,
são plastificadas!

Jesus! Fonte Única
Pura, despoluída, cristalina.
Palpitante de selva e poder.
A todos convida:
"Quem tem sede venha a mim e beba"
sem medida...
pois é germinadora de novo ser.

Amigo
afadigado que passas a correr
talvez a Seu lado!
Ouve bem o que te digo: - Aceita,
mesmo sem o merecer!
Estende a tua mão e diz - como eu fiz -
"Senhor, dá-me agora da Tua água,
dá-me de beber".
Depois, confiando e enfim saciado
poderás para sempre transbordar.

Transbordar
para a vida eterna.
E verdadeiramente perdoado;
Então,
Viver!

Poema extraído do livro JARDIM REGADO

de Cremilde Cambeta

domingo, 15 de novembro de 2009

CAMBETA COZINHEIRO




O mestre de cozinha o Cambetas
Nas comidas dá um jeito
Com nabos, cenouras e rabanetas
Faz uns pratos bem a perceito


É mestre para todo o pau
E na carninha vai mexendo
Até já fez sopa de calhau
Para um mendigo ir comendo


Perito é nas caldeiradas
E nos pasteis de bacalhau
Que o digo as suas amadas
Que ficam tesas como um carapau




 















sábado, 7 de novembro de 2009

PARABÉNS IRMÃO LUÍS

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Salvé dia 8 de Novembro
e meus parabéns quero desejar
a este meu velho irmão que o relembro
e aqui o desejo recordar

Sempre fomos os irmãos mais unidos
ligados por amor e contradição
muitos anos já volvidos,
mas essa amizade permance no coração

Saudosos os tempos em nós
pelas praias e panquedas andavamos
eramos os queridos de novos avós
hoje, bem longe e separados estamos

Porém, a amizade encurta a distância
quando em nós houver a vontade
de recordamos os tempos de infância
com amor e criatividade

A nossa irmandade se vai perdendo
três de nós já Deus os chamou
mas o mais importante é não esquecendo
o amor que existe e se formou

Em nossas veias corre sangue de Cambetas
que jamais porderá ser olvidado
passando acima de todas as tormentas
sem mácula de ser adultedado

Eu, longe me encontre da tua companhia,
porém, em minha mente sente presente estarás
visto que o esquecimento em nada alivia
e o amor por ti sempre terás

Que este belo dia, em que 67 flores completas
neste jardim virtuoso da vida
e que hoje e sempre nas horas certas
continues pleno de forças nesta corrida

Que um dia, tal como eu, a perderás
mas olha em teu redor
e repararás,
tudo que terás de  melhor

Teus irmãos, que olvidar não poderás
porque deles, o amor e  amizade
sempre terás
porque em nós a irmadande essa permanecerá.




Sesimbra 1953



Irmãos na sua juventude
sempre com amor ligados
foi essa a nova virtude
de jamais sermos olvidados.


Se não encontras a alegria nesta terra, procura-a irmão para além das estrelas.



Platão

                                                                                  

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FAFINHA FELIZ ANIVERSÁRIO







                    Para ti Querida Irmanita ROSALINA
                   

                                                          Salvé dia 5 de Novembro
dia que uma linda Rosalina anos faz
hoje e sempre eu me lembro
e nem a distância me fará esquecer é capaz

Tu és para nós uma flôr muito especial
Embora nós estejamos em Macau
e tu nesse nosso belo Portugal
e nós por cá ficamos bem nesta nau

Se existe algo de belo
é uma boa e sincera amizade
e aqui presente estou, porque te quero,
com muito amor e sinceridade

És uma irmanita muito Querida
Que bem jovem te deixei
Neste jardim que é a vida
Mas sempre perto te ti estarei

Hoje e como sempre, fisicamente estou ausente
Nesta data tão querida
Mas, no pensamento e com amor estou presente
Te desejando muitos anos de vida

Que hoje e todos dias
Os passes com saúde e amor
Junto de quem amas, com muitas alegrias
Quer nos momentos felizes quer nos de dor

Quando de nós precisares
Estaremos ao teu dispôr
Tens aqui os nossos lares
Cheios de carinho e de amor

Mais um ano se passou,
Mais uma flôr colhes deste belo jardim
Que nem sempre te mimou
Mas a vida é mesmo assim

Bela tu continuas, cheia de vida e de condão
Rosalina sempre pura
Com amor no coração
Onde a saudade perdura

Mais um ano passou, é bem verdade,
Com alegria, dor e emoção
Recordando dias belos da mocidade,
Tempos que jamais voltarão

Mas, o mais importante na vida
É nela saber-mos estar
E para ti irmanita Querida
sinceros parabéns te iremos desejar

De teu irmão Tói,
Destas terras orientais
Que embora não seja herói
É bem diferente dos demais





      DO TÓI E FAMÍLIA COM MUITO AMOR



 

























ESTRELA DA MANHÃ - CREMILDE CAMBETA

 



Olhando este céu
na noite escura dos tempos
que mais adensa...
brilha a Estrela que chegou
ao seu povo.
"A Estrela da manhã"
cheia de luz própria.
Resplandecente.
Anunciadora do Sol
que já desfere seus raios de justiça
ao mundo ímpio e entenebrecido
pelo pecado.

Estrela Única!...
Ela nos é revelada por si mesma:
Jesus glorificado o notificou.
Ele é a Estrela resplandecente.
Estrela da alva que já refulge
na vida daqueles que vivem
ao brilho de seu resplendor.
E porque veio... sejamos centelhas
direccionandas por sua luz radiosa às almas.
-Tocando-as.
-Despertando-as das trevas que as circundam.
-Trevas palpáveis.
- Paralisantes.
Mas eis o caminho que Deus em Jesus Cristo
abriu e chama, hoje... agora...
ecoando neste mundo, alienado d'Ele:
"Eu sou a luz do mundo, quem me segue
não andará em trevas mas terá a luz da vida".

Porquê indiferentes?...
É para todos vós.
Ouvi... atendei.
Em aceitar seguindo
está a vossa salvação.
O vosso perdão.

"A Estrela da manhã"
ao espancar a grande noite
de imensas trevas existentes...
Dá lugar ao Nosso Glorioso dia.
Prometido.
Assim:
Dardejando em fogo, na energia de si mesma
como Sol da Justiça virá.
O Sol da Justiça divina
que vai subindo mais
em seu tempo determinado...
até ao zénite.

Poema de Cremilde Cambeta, extraído de seu Livro JARDIM REGADO.

Em sua homenagem, e que sua alma esteja junto de Deus nos Reinos dos Céus.