POETA

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domingo, 14 de março de 2010

EMBARQUE DE FEZES


Num quente e humido dia de verão
cumprindo a minha missão,
a zona norte da cidade fui ron
e, então vi a navegar
imensas embarcações
que iam e vinha atracando a ponteões,
logo se formou no pensamento
o que se passava no momento.

Pensando que contrabando se estava a tratar
e, patrulha não vendo o fui procurar,
o encontrei, estava ele sentado
e muito bem instalado,
nem por mim dando ao chegar
mas ao em mim reparar
encavacado ficou
e prontamento continência efecto-ou

Pela sua postura o chamei a atenção
e quis saber logo a razão
o porquê daquela embarcação ali atracou
e que carga ela embarcou
Sem a licença mostrar
por isso estava a indagar
e o guarda prontamente respondeu
que tinha sido merda que a embarcação meteu.

Embaraçado com a resposta fiquei
e logo dali me ausentei
ficando no ar um fedor a pairar
e admirado pela forma de um macaense falar
fezes ou adubo orgânico não o sabia dizer
para me poder melhor explicar
e que pobres agricultores da China ali estavam a embarcar.

1 comentário:

  1. Meu querido amigo
    Muito lindo o poema.
    Deixo um beijinho.

    Sonhadora

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