POETA

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

SACRISTÃO DA MINHA ALDEIA




O sacristão da minha fregesia
andava sempre a dizer
que as ratas na sacristia
a vela do padre andavam a roer

As ratoeiras lá colocadas,
faziam efeito contrário
as ratas estavam já habituadas
e não tem medo do vigário

O sacristão esse coitado!...
já está um pouco zarolho
e seu lampião anda apagado
e só consegue ver por um olho

O padre ao ter conhecimento
do que o sacristão andava a dizer,
e pelo seu atrevimentoo mandou os carrilhões ir ver

O rosto do indistoso sacristão
ficou logo todo corado,
não mais ratas via com velas na mão
e ficou bem chateado

Lá do alto do campanário
fortemente tocou no badalo
logo, saiu o vigário
empunhando o seu bordalo

Queria saber o que se passava,
as ratas essas, com medo fugiram,
o sacristão lá do alto anunciava
que as beatas do cinzeiro cairam

Foi tal a confusão
que os homens da aldeia
vieram de cajado na mão
e ao vigário deram uma tareia

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